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Painel: Economia ancestral amparada por tecnologias digitais de código aberto.

08 de maio | 11h às 12h 

O V Acampamento Inclusivo receberá, na manhã do dia 08 de maio, o militante do movimento de Software Livre e ativista de direitos humanos Lenon Andrade para o painel “Economia Ancestral amparada por Tecnologias Digitais de Código Aberto” uma discussão que une território, cultura, tecnologia e futuro.

A proposta do painel é refletir sobre como a sabedoria ancestral dos povos e comunidades tradicionais pode dialogar com práticas contemporâneas baseadas em liberdade digital, compartilhamento e cooperação. A partir dessa perspectiva, Lenon apresentará como os princípios das Economias Ancestrais e do Software Livre se conectam profundamente na lógica do cuidado, da partilha e da autonomia coletiva.

 

O que é Economia Ancestral?

A chamada Economia Ancestral não surge de teorias recentes, mas de um acúmulo de conhecimentos transmitidos entre gerações. É um modo de viver baseado na relação ética com a natureza, nos vínculos comunitários, na circulação de saberes e na preservação da vida.

Enquanto o capitalismo contemporâneo opera sob leis e regras que privatizam recursos, mercantilizam a natureza e estimulam a competição as economias ancestrais caminham no sentido oposto:

  • preservam o ambiente,
  • privilegiam a coletividade,
  • promovem partilha e continuidade cultural,
  • integram afeto, território e sustentabilidade,
  • valorizam o que é comum e não o que é mercadoria.

É uma economia que se renova continuamente pelas invenções das novas gerações, mas sem perder sua raiz comunitária.

 

Por que conectar Economia Ancestral e Tecnologias de Código Aberto?

Segundo Lenon Andrade, a relação entre ancestralidade e Software Livre é natural. As comunidades de software livre surgiram movidas pela ética do compartilhamento e do livre acesso ao conhecimento exatamente como as economias ancestrais fazem há séculos.

Para os coletivos de tecnologia livre:

  • software e hardware são bens comuns,
  • a tecnologia é uma herança coletiva da humanidade,
  • o conhecimento deve circular de forma aberta,
  • travas e monopólios digitais são formas de colonização tecnológica.

Do mesmo modo, para os povos originários e comunidades tradicionais:

  • sementes, conhecimentos, práticas e modos de vida são bens comuns,
  • preservados e transmitidos de forma coletiva,
  • sempre em diálogo com a natureza e o território.

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa ponte é o conceito de Sementes Livres sementes crioulas e agroecológicas que, assim como o software livre, são bens comuns que devem ser preservados, compartilhados e protegidos contra o monopólio corporativo. Como sintetiza uma pesquisa citada por Lenon:

“A relação entre Sementes Livres e Software Livre baseia-se na autonomia, no compartilhamento de conhecimento e na resistência ao monopólio corporativo.”

 

O que esperar do painel?

Durante o encontro, Lenon Andrade proporá:

  • uma análise crítica da economia contemporânea e suas bases predatórias;
  • uma apresentação da ética do Software Livre como ferramenta de liberdade e resistência;
  • reflexões sobre como territórios e comunidades podem se beneficiar de tecnologias abertas;
  • demonstrações e exemplos de tecnologias livres aplicadas a práticas comunitárias;
  • um convite à construção coletiva de um futuro mais sustentável, justo e conectado às raízes ancestrais.

O painel integra a programação de atividades que reafirmam o compromisso do V Acampamento Inclusivo com cultura, tecnologia, diversidade e território.

 

O evento acontece de 06 a 08 de maio, na Baía da Traição, com participação gratuita e certificado.
Acompanhe a programação e Se inscreva gratuitamente  clicando aqui.

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